sábado, 7 de setembro de 2013

A Rosinha dos Limões

Quando ela passa
Franzina cheia de graça
Há sempre um ar de chalaça
No seu olhar feiticeiro.
Passa catita cada dia mais bonita
Com seu vestido de chita
Tem sempre um ar domingueiro.


Passa ligeira alegre namoradeira
A sorrir pela rua inteira
Vai semeando ilusões,
Quando ela passa
Vai vender limões à praça
Até lhe chamam por graça
A Rosinha dos limões.


Quando ela passa
Junto da minha janela
Meus olhos vão atrás dela
Até ver a rua ao fim.
Com ar gaiato ela caminha apressada
Rindo por tudo e por nada
Às vezes sorri p´ra mim.


Quando ela passa
Apregoando os limões
A sós com os meus botões
No vão de minha janela.
Fico pensando
Que qualquer dia por graça
Vou comprar limões à praça
E depois caso com ela.


A Fonte das Sete bicas

Vamos os dois campos fora,
Para a Senhora da hora
Onde sem bailar não ficas.
E assim que a Lua se esconda,
Vamos beber água à fonte
À fonte das sete bicas.
Pelas sete bicas da fonte.

Refrão:
Se te queres casar,
Anda meu amor à fonte comigo
Eu peço ao Senhor para casar contigo
E vais ver se é ou não como eu digo

Casaremos na Igreja,
Para que toda a gente veja
A minha linda mulher.
E já depois de casados
Como somos educados
Iremos agradecer
À fonte dos namorados.

Refrão

Havemos de ter pequenos
Cheios de vida e morenos,
Como o sol no horizonte
Lindos como tu Anita,
Tão linda como tu ficas
Quando vais comigo à fonte
À fonte das sete bicas.

Refrão


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Carrapito da Dona Aurora

O carrapito da dona Aurora,
É tão bonito fica-lhe bem.
Ai dona Aurora tentei agora,
O carrapito que graça tem.


O carrapito da dona Aurora,
Era bonito já se dizia.
Ai dona Aurora soube-se agora,
Que era postiço e ninguém sabia.


O carrapito da dona Aurora,
Quando dormia foi- lhe tirado.
Foi o marido da dona Aurora,
Que o deitou fora, incomodado.

O Destino da Lua

Esta noite chorei tanto,
Sozinha sem ter ninguém.
Por amor todo o mundo chora,
Um amor todo o mundo tem.
Eu porém vivo sozinha
Muito triste sem ninguém.


Será que eu sou feia,
Não é não senhor.
Então eu sou linda
Você é um amor.

Responda-me então
Porque razão
Eu vivo só sem ter ninguém.
Você tem o destino da lua
A  todos encanta
Não é de ninguém.

Ai eu tenho o destino da lua
A todos encanto
Não sou de ninguém.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O Namorico da Rita

No mercado da Ribeira
Há um romance de amor
Entre a Rita que é peixeira
E o Chico que é pescador.
Sabem todos que lá vão
Que a Rita gosta do Chico
Só a mãe dela é que não
Consente o namorico.

Refrão:
Quando ele passa por ela
Ela sorri descarada,
Porém o Chico à cautela
Não dá trela nem diz nada.
A mãe dela quando calha
Ao ver que o Chico se abeira.
Por dá cá aquela palha
Faz tremer toda a Ribeira


Namoram de manhãzinha
E de formas mais diversas
Dois caixotes de sardinha
São dois dedos de conversa.
E há quem diga à boca cheia
Que depois de tanta fita
O Chico de volta e meia
Prega dois beijos na Rita.


Refrão:
Quando  ele passa por ela
Ela sorri descarada
Porém o Chico à cautela
Não dá trela nem diz nada
A mãe dela quando calha
Ao ver que o Chico se abeira
Por dá cá aquela palha
Faz tremer toda a Ribeira


terça-feira, 30 de julho de 2013

Retrato Sagrado

No meu pequeno quartinho,
Existe ainda velhinho,
Um quadro que nele contem.
O retrato que é sagrado,
E nele fotografado,
O rosto de minha mãe.
Há dias fui-me deitar,
O retrato fui beijar,
Como é sempre meu desejo.
Vi sua boca mexer,
Parecendo querer-me dizer,
É tão doce esse teu beijo.

 Refrão:
Mãe, tu partiste e não voltaste,
Mas ainda me deixaste,
O teu retrato por ti.
Mãe, o teu retrato tão lindo,
Parece que está sorrindo,
Noite e dia para mim.

 Esse retrato tão querido,
Tão velhinho e poluído,
Que minha mãe me deixou.
Quando morreu disse-me ela,
Toma lá esta é aquela,
Que por ti tanto chorou.
Essa mulher tão querida,
Que para me dar a vida,
A sua vida perdeu.
Meu Deus vos peço a rezar
Para a recompensar,
Dá-lhe um bom lugar no Céu.

 Refrão


Fado

Procuraste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado,
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado.
Sem saber o que dizia,
Eu menti naquela hora.
Eu disse que não sabia
Mas vou-te dizer agora.

Refrão:
Ruas estreitinhas
Casa baixinhas
Gente a passar
Bocas que beijam
E se desejam à luz do luar
Gente que reza
Candeia acesa amor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser o meu senhor
E teres-me sempre a teu lado.
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
O fado é meu castigo.
Que nasceu p`ra me prender
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer

Refrão