quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Cantiga da Rua

Refrão:
Cantiga da rua das outras diferente,
Nem minha nem tua é de toda a gente.
Cantiga da rua que sobe e flutua e não se detém
Inconstante e louca vai de boca em boca
Não é de ninguém

A cantiga popular ao passar
Todos a julgam banal e afinal
Vai sorrindo a própria dor
Dizem as trovas de amor
O seu destino fatal
 
Refrão:
Cantiga da rua veloz andorinha
Não pode ser tua e não será minha
Cantiga da rua que sobe e flutua e não se detém
Inconstante e louca vai de boca em boca
Não é de ninguém
 
A pobreza é mais feliz porque diz
Em vós alta o seu pensar e a cantar
É à rua que ela vem.
Como fora a própria mãe
As suas mágoas contar
 
Refrão:
Cantiga da rua das outras diferente
Nem minha nem tua é de toda agente
Cantiga da rua que sobe e flutua e não se detém
Inconstante e louca vai de boca em boca
Não é de ninguém.

Ora ponha Aqui o seu Pézinho

Refrão:
Ora ponha aqui ,
Ora ponha aqui o seu pezinho
Ora ponha aqui
Ora ponha aqui ao pé do meu.
Ai ao tirar, ao tirar o seu pezinho
Ai um abraço um abraço lhe dou eu.

Ai dizem mal
Ai dizem mal dos caçadores,
Ai por matarem
Por matarem os pardais,
Ai os olhos os olhos do meu amor
Ainda matam inda matam muito mais.

Refrão:
Ora ponha aqui
 Ora ponha aqui o seu pezinho
Ora ponha aqui
 Ora ponha aqui ao pé do meu
Ai ao tirar ao tirar o seu pezinho
Ai um abraço um abraço lhe dou eu.

Olhos Castanhos

Refrão:
Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos
São pecados meus,
São estrelas brilhantes
Como diamantes caídas dos Céus
Teus olhos risonhos,
São mundos são sonhos
São a minha cruz.
Teus olhos castanhos
 De encantos tamanhos
São raios de luz.

 Olhos verdes são ciúmes
 Nada  valem para mim.
Olhos negros são queixumes
Duma tristeza sem fim.
Olhos azuis são traidores
São cruéis como punhais
Olha que os bons corações são
Os dois castanhos leais.

Refrão:
Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos
São pecados meus
São estrelas brilhantes
Como diamantes caídas dos Céus
Teus olhos risonhos
São mundos são sonhos
São a minha cruz.
Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos
São raios de luz

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mocidade Lusitana

Mocidade Lusitana
E herdeira de Portugal,
Esta herança nos foi dada,
Para ser por nós guardada.
E para a guardar vivemos,
De armas nas mãos os varões
E nós somos sentinelas,
Das mais lusas tradições
Olhai sim que no seu posto,
De lusitanas vigias.
A mição destas fileiras,
Não é nas lices guerreiras.
É nas lides salvadoras
É a lembrar à nação,
Que tem as chagas de Cristo
Nas quinas no seu Brazão.


 Refrão:
Arraial ó lusa gente
Arraial, Arraial, arrai
Arraial que alerta está
Quem por bem salvará Portugal.

Viseu Senhora da Beira

Viseu Senhora da Beira,
Eternamente bonita
Cidade sempre romeira,
De uma beleza infinita.
Numa das mãos o rosário,
Na outra o fuso a bailar,
Ao longe a voz do Hilário,
Cantando fado ao luar.

 Refrão:
Viseu...
Linda cidade museu,
Onde Grão-Vasco nasceu,
O génio de pintor nato!
Alvor,
De lusitano valor,
Esse general pastor,
Que se chamou Viriato!

Viseu ,
Das serras inertes,
Como um castelo roqueiro,
És musa de alguns poetas,
Como o foi Tomás Ribeiro.
Ai como eu gosto de vê-la,
Branca de neve e até,
Sulcando a Serra da Estrela,
De tamanquinhas no pé.
Refrão:
Viseu…
Linda cidade museu,
Onde Grão-Vasco nasceu,
O génio de pintor nato!
Alvor,
De lusitano valor,
Esse general pastor,
Que se chamou Viriato!

domingo, 29 de setembro de 2013

Rosa Branca

Ó que lindo par eu levo,
Aqui à minha direita.
Ó que linda Rosa branca
Que tão belo cheiro deita.

Que tão belo cheiro deita
Rosa branca de toucar.
Aqui à minha direita
Rosa branca é o meu par.


Rosa branca é o meu par,
Eu não quero mais ninguém.
Anda cá ó Rosa branca,
Hás-de ser sempre o meu bem.

Hás-de ser sempre o meu bem
Eu não quero outro par,
Rosa branca Rosa branca,
Anda cá vamos dançar


Sertaneja

Sertaneja, se eu pudesse
Se Nosso Senhor me desse
Um espaço p´ra voar
Eu corria a natureza
Acabava com a tristeza
Só p´ra não te ver chorar.
Na ilusão deste poema
Eu roubava um diadema
Lá do Céu p´ra te ofertar.
E onde a fonte rumoreja
Eu erguia a tua igreja
Dentro dela o teu altar.

Refrão:
Sertaneja:
Porque choras quando eu canto,
Sertaneja:
Se o meu canto é todo teu.
Sertaneja:
Pra secar os teus olhinhos,
Vem ouvir os passarinhos,
Que cantam mais do que eu.

A tristeza do teu pranto
É mais triste quando eu canto
A canção que eu te escrevi,
E os teus olhos nesse instante
Brilham mais que a mais brilhante
Das estrelas que eu já vi.
Sertaneja, vou-me embora
A saudade vem agora
A alegria vem depois.
Vou subir por essas serras
Construir lá noutras terras
Um cantinho pra nós dois.

Refrão