quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Madalena

Madalena a formosa pecadora,
Arrependida, foi pedir perdão a Deus,
E com pena nesta vida sedutora,
Resolveu mudar de vida,
E olhar de frente ao Céu.


Eu pequei a divina perdição.
Por Teu amor me salvei,
Alcançando a redenção.


Agora o sol é ouro, a lua é fantasia
A vida é um tesouro de harmonia
E Cristo murmurou.
Talvez com certa pena.
Quem foi que não pecou ó Madalena.

 

Os Três Santos Populares

Dos três santos populares,
É S. Pedro o mais sisudo,
Faz milagres aos milhares,
Tem chaves para abrir tudo.
Pra resolver um entrave,
Já achei a solução,
Mandei buscar uma chave
Para abrir teu coração.

Refrão:
Vêm o Santo António,
Depois S. João,
Por fim vem S. Pedro
Para a reinação.

Eu pedi ao Santo António,
Um rapazinho solteiro,
Mas que não fosse um demónio,
E tivesse bom dinheiro.

Olha pra mim se te apraz,
E vê lá se te convenho
Eu sou muito bom rapaz,
Só dinheiro é que eu não tenho.

Refrão: 
Vem o Santo António,
Depois S. João.
Por fim vem S. Pedro
Para a reinação.

Cantiga da Rua

Refrão:
Cantiga da rua das outras diferente,
Nem minha nem tua é de toda a gente.
Cantiga da rua que sobe e flutua e não se detém
Inconstante e louca vai de boca em boca
Não é de ninguém

A cantiga popular ao passar
Todos a julgam banal e afinal
Vai sorrindo a própria dor
Dizem as trovas de amor
O seu destino fatal
 
Refrão:
Cantiga da rua veloz andorinha
Não pode ser tua e não será minha
Cantiga da rua que sobe e flutua e não se detém
Inconstante e louca vai de boca em boca
Não é de ninguém
 
A pobreza é mais feliz porque diz
Em vós alta o seu pensar e a cantar
É à rua que ela vem.
Como fora a própria mãe
As suas mágoas contar
 
Refrão:
Cantiga da rua das outras diferente
Nem minha nem tua é de toda agente
Cantiga da rua que sobe e flutua e não se detém
Inconstante e louca vai de boca em boca
Não é de ninguém.

Ora ponha Aqui o seu Pézinho

Refrão:
Ora ponha aqui ,
Ora ponha aqui o seu pezinho
Ora ponha aqui
Ora ponha aqui ao pé do meu.
Ai ao tirar, ao tirar o seu pezinho
Ai um abraço um abraço lhe dou eu.

Ai dizem mal
Ai dizem mal dos caçadores,
Ai por matarem
Por matarem os pardais,
Ai os olhos os olhos do meu amor
Ainda matam inda matam muito mais.

Refrão:
Ora ponha aqui
 Ora ponha aqui o seu pezinho
Ora ponha aqui
 Ora ponha aqui ao pé do meu
Ai ao tirar ao tirar o seu pezinho
Ai um abraço um abraço lhe dou eu.

Olhos Castanhos

Refrão:
Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos
São pecados meus,
São estrelas brilhantes
Como diamantes caídas dos Céus
Teus olhos risonhos,
São mundos são sonhos
São a minha cruz.
Teus olhos castanhos
 De encantos tamanhos
São raios de luz.

 Olhos verdes são ciúmes
 Nada  valem para mim.
Olhos negros são queixumes
Duma tristeza sem fim.
Olhos azuis são traidores
São cruéis como punhais
Olha que os bons corações são
Os dois castanhos leais.

Refrão:
Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos
São pecados meus
São estrelas brilhantes
Como diamantes caídas dos Céus
Teus olhos risonhos
São mundos são sonhos
São a minha cruz.
Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos
São raios de luz

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mocidade Lusitana

Mocidade Lusitana
E herdeira de Portugal,
Esta herança nos foi dada,
Para ser por nós guardada.
E para a guardar vivemos,
De armas nas mãos os varões
E nós somos sentinelas,
Das mais lusas tradições
Olhai sim que no seu posto,
De lusitanas vigias.
A mição destas fileiras,
Não é nas lices guerreiras.
É nas lides salvadoras
É a lembrar à nação,
Que tem as chagas de Cristo
Nas quinas no seu Brazão.


 Refrão:
Arraial ó lusa gente
Arraial, Arraial, arrai
Arraial que alerta está
Quem por bem salvará Portugal.

Viseu Senhora da Beira

Viseu Senhora da Beira,
Eternamente bonita
Cidade sempre romeira,
De uma beleza infinita.
Numa das mãos o rosário,
Na outra o fuso a bailar,
Ao longe a voz do Hilário,
Cantando fado ao luar.

 Refrão:
Viseu...
Linda cidade museu,
Onde Grão-Vasco nasceu,
O génio de pintor nato!
Alvor,
De lusitano valor,
Esse general pastor,
Que se chamou Viriato!

Viseu ,
Das serras inertes,
Como um castelo roqueiro,
És musa de alguns poetas,
Como o foi Tomás Ribeiro.
Ai como eu gosto de vê-la,
Branca de neve e até,
Sulcando a Serra da Estrela,
De tamanquinhas no pé.
Refrão:
Viseu…
Linda cidade museu,
Onde Grão-Vasco nasceu,
O génio de pintor nato!
Alvor,
De lusitano valor,
Esse general pastor,
Que se chamou Viriato!