domingo, 20 de outubro de 2013

Quando Vou à Horta

Quando vou à horta
Quando vou e venho
Passo pela porta
Dum amor que eu tenho.

Refrão:
Agora já tenho já me não importa
Eu só me penteio quando vou à horta.

Quando vou à horta
Vou sempre a correr
Só  paro à porta
Pro meu amor me ver.

Refrão

Quando vou à horta
Buscar hortaliça
Vejo o meu amor
Cheio de preguiça.

Refrão

Quando vou à horta
Passo pela rua
E digo baixinho
Meu amor sou tua.

Refrão:
Agora já tenho já me não importa
Eu só me penteio quando vou à horta.


Ó Margarida Moleira

Ó Margarida Moleira
Dá-me da tua farinha
Ai ai ai que a quero peneirar
Ai ai ai pela nova peneirinha.

Ó Margarida Moleira
Que é da outra Margarida
Ai ai ai ficou na cama deitada
Ai ai ai a chorar de arrependida.

A chorar de arrependida
A chorar de aflição
Ai ai ai ó Margarida Moleira
Ai ai ai amor do meu coração.

Amor do meu coração
Quanto tenho já é teu
Ai ai ai só a minha alma não
Ai ai ai quero dá-la a quem ma deu.


sábado, 19 de outubro de 2013

A Moleirinha

Pela estrada plana toc, toc, toc.
Guia o jumentinho uma velhinha errante.
Como vão ligeiros ambos a reboque,
Antes que anoiteça toc, toc, toc.
A velhinha atrás e o jumentinho adiante.

Vai sem cabeçada, em liberdade franca,
O jerico russo duma linda côr.
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca
Tange-o toc toc a moleirinha branca
Com um galho verde duma giesta em flor.

Toc toc velha vai para o moinho
Tem oitenta anos bem bonito rol
E contudo alegre como um passarinho
Toc toc fresca como branco linho
De manhã nas relvas a corar ao sol.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Sorte Só Favorece

Quando nasce uma pessoa
Traz o destino marcado
Ou a sorte o abençoa
Ou o atenta o vil pecado.
Mas ainda há quem não queira
Crer em Deus para lhe dar sorte
Antes preferir a morte
Que andar sem eira nem beira

Refrão:
A sorte só favorece a quem
Na vida uma boa estrela tem
Mas com fé até parece
Que a vida nos fica mais bela também.

Ninguém foge ao seu destino
A sorte não cai do Céu
Já se traz de pequenino
A sina que Deus nos deu
Mas não vá perder a calma
Que a ter fé ninguém obriga
Basta só ter fé na alma
Duma pobre rapariga.

 Refrão

Ceifeira de Olhos Azuis

Ceifeira de olhos azuis
Com teu saiote encarnado
Maria confesso tenho pena
De não ser teu namorado,
Maria confesso tenho pena
De não ser teu namorado.


De não seres meu namorado
Não digas isso ó João.
Arranja outra cachopa
Eu já dei meu coração,
Arranja outra cachopa
Eu já dei meu coração.


Já deste o teu coração
Valha-me Deus quem mo disse.
Sinto uma coisa cá dentro
Gosto de ti já to disse
Sinto uma coisa cá dentro
Gosto de ti já to disse.


Já que tu gostas de mim
Toma lá a minha mão
Vamos os dois à Igreja
Fazer a nossa união
Vamos os dois à Igreja
Fazer a nossa união.



Cachopa

Gosto de viver na serra cachopa
Entre o tojo e a carqueja
Cachopa cachopa ó linda cachopa.


E de bailar ao domingo cachopa
No adro da nossa Igreja
Cachopa cachopa ó linda cachopa


Tudo seca lá nos campos cachopa
Lá na pina do Verão
Cachopa cachopa ó linda cachopa.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Moda da Carranquinha

Esta moda da carranquinha
É uma moda assim ao lado
Deitar os joelhos em terra  (bis)
Toda agente fica admirada (.bis)

Ó Matilde sacode a saia
Ó Matilde levanta o braço
Ó Matilde dá-me um beijinho (bis)
Ó Matilde dá-me um abraço.(bis)

Um abraço não tem graça,
Um beijo que graça tem
Beijinhos a quem namora (bis)
Abraços a quem quer bem.(bis)

Quem quer bem dorme na rua
À porta do seu amor.
Do luar faz travesseira (bis)
Das estrelas cobertor (bis)