quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Já Passei a Roupa a Ferro

Já passei a roupa a ferro
Já passei o meu vestido
Amanhã vou-me casar
O Manel é meu marido.

Refrão:
Todos me querem
Eu quero alguém
Quero o meu amo
Não quero mais ninguém

Todos me querem
Eu quero algum
Quero o meu amor
Não quero mais nenhum.

O Manel é meu marido
O Manel é quem me adora
O Manel é quem me tira
Da minha casa pra fora.

Refrão:
Todos me querem
Eu quero alguém
Quero o meu amor
Não quero mais ninguém

Todos me querem
Eu quero algum
Quero o meu amor
Não quero mais nenhum.

Da minha casa pra fora
Da minha casa pra dentro
O Manel é quem me leva
No dia do casamento.

Refrão:
Todos me querem
Eu quero alguém
Quero o meu amor
Não quero mais ninguém.

Todos me querem
Eu quero algum
Quero o meu amor
Não quero mais nenhum.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Maria

Maria se fores ao baile
Leva o teu chaile pode chover
Amanhã de madrugada
Virá geada podes morrer.

Maria se fores à missa
Leva a malinha leva-a na mão
Estas menina de agora
Saia  travada saia e calção

Indo Eu Indo Eu a Caminho de Viseu

Indo eu indo eu
A caminho de Viseu
Encontrei o meu amor
Ai Jesus que lá vou eu.


Ora ruz truz truz
Ora rás trás trás
Ora chega chega chega
Ora arreda lá pra trás

O Balão do João

O balão do João
Sobe sobe pelo ar
Está feliz o petiz
A cantarolar.


Mas o vento a soprar
Leva o balão pelo ar
Fica então o João
A choramingar.


Viva o tempo que for
Hei-de sempre amar na vida
Meu paizinho tão bom
Minha mãe querida.


O meu pai meu bom amigo
Minha mãe teu braço aberto
Serás sempre na vida
O meu rumo certo.


Erva Cidreira

Erva Cidreira que
Estás no jardim
Quanto mais te regam
Mais olhas pra mim.


Refrão:
Eu deixei o meu amor
Na maior força de amar
Eu deixei o meu amor
Que me andava a falciar.


Erva cidreira que
Estás na varanda
Quanto mais te regam
Mais viras  pra banda

Refrão

Erva cidreira que
Estás no telhado
Quanto mais te regam
Mais viras pro lado.

Refrão

Erva cidreira que
Estás no alpendre
És como o amor
Quando não pretende

Refrão

Erva cidreira que
Estás no altar
Quanto mais te regam
Mais viras pro ar.

Refrão:
Eu deixei o meu amor
Na maior força de amar
Eu deixei o meu amor
Que me andava a falciar.

Que me andava a falciar
Carolina agora agora
Eu deixei o meu amor
Eu deixei-o ir embora.


sábado, 2 de novembro de 2013

Olha o Polícia

Refrão:
Olha o polícia olha o Polícia
Olha o Polícia sinaleiro
Ó passa agora pois se não passa
Fica sem carta e sem dinheiro.


Parei o carro a uma esquina
E chamei-te com malícia
Em vez de te ver menina
Vi ao meu lado um Polícia


Refrão:
Olha o Polícia olha o Polícia
Olha o Polícia sinaleiro
Ó passa agora pois se não passa
Fica sem carta e sem dinheiro.


O código está em rigor
Não faltam reclamações
Se padece o condutor
Mais padecem os peões.


Refrão:
Olha o Polícia olha o Polícia
Olha o Polícia sinaleiro
Ó passa agora pois se não passa
Fica sem carta e sem dinheiro.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ó Macieira do Adro

Ó macieira do adro
Ó do adro macieira
Ó i ó ai se te deixas abanar
Se te deixas abanar
Já não achas quem te queira.


Já não achas quem te queira
Quero-te eu ó cara linda.
Ó i ó ai da minha janela vejo
Da minha janela vejo
A cidade de Coimbra.


Ó minha linda menina
Eu pra te amar aprendi
Ó i ó ai por te não saber
Falar por te não saber falar
Uma carta te escrevi.


domingo, 27 de outubro de 2013

Rio Não Te Canses

Ó rio não te canses
Ai que o sabão não mata
Os peixes da ribeira
Ficarão da cor da prata


Água fria da ribeira
Água fria que o sol aqueceu.
Aldeia leva na ideia,
A roupa branca que a gente estendeu.


Três corpetes um avental
Sete fronhas e um lençol
Três camisas e um enxoval
Que a freguesa deu ao rol.

Repetir


Ó Oliveira da Serra

Ó oliveira da serra o vento leva a flor
Ó ai ó linda só a mim ninguém me leva
Ó ai ó linda para o pé do meu amor,
Ó ai ó linda só a mim ninguém me leva
Ó ai ó  linda para o pé do meu amor.


A oliveira da serra o vento leva a ramada
Ó ai ó linda só a mim ninguém me leva
Ó ai ó linda pra o pé da minha amada,
Ó ai ó linda só a mim ninguém me leva
Ó ai ó linda para o pé da minha amada.


A  oliveira clama clama e tem razão
Ó ai ó linda que lhe apanham a azeitona
Ó ai ó linda deitam-lhe a rama ao chão.
Ó ai ó linda que lhe apanham a azeitona
Ó ai ó linda deitam-lhe a rama ao chão.


A oliveira pequena que azeitona pode dar
Ó ai ó linda rapaz novo sem dinheiro
Ó ai ó linda que mulher pode arranjar.
Ó ai ó linda rapaz novo sem dinheiro
Ó ai ó linda que mulher pode arranjar.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ó Rosa Arredonda a Saia

Refrão:
Ó Rosa arredonda a saia
Ó Rosa arredonda a bem
Ó Rosa arredonda a saia
Olha a roda que ela tem.


Olha a roda que ela tem
Olha a roda que ela tinha
Ó Rosa arredonda a saia
Arredonda redondinha.


Refrão:
Ó Rosa arredonda a saia
Ó Rosa arredonda bem
Ó Rosa arredonda a saia
Olha a roda que ela tem.


O Emigrante

Longe na terra distante
Longe do seu Portugal
Vai lembrando o emigrante
A sua Terra Natal.
Na sua grande ansiedade,
É triste viver assim,
Mas quando vem a saudade
Chora saudades sem fim.

Refrão:
Longe dos seus,
Vai vivendo a recordar
Tem fé em Deus,
Que um dia há-de voltar.
Há no seu crer,
Um só desejo afinal,
O de morrer em Portugal.

Ai quantas saudades tem
Da sua pequena aldeia
O rosto de sua mãe,
Traz noite e dia na ideia.
Baixinho sua alma reza
Para esquecer desventuras
Vai desfiando tristezas
Num rosário de amarguras.


Refrão


A Machadinha

Ah, ah ,ah, minha machadinha
Ah, ah ,ah, minha machadinha
Quem te pôs a mão sabendo que és minha,
Quem te pôs a mão sabendo que és minha.

Sabendo que és minha também eu sou tua
Sabendo que és minha também eu sou tua
Salta machadinha pro meio da rua
Salta machadinha pro meio da rua.

Pro meio da rua não hei-de eu saltar
Pro meio da rua não hei-de eu saltar
Eu hei-de ir à roda escolher o meu par
Eu hei-de ir à roda escolher o meu par.

O meu par eu já sei quem é
O meu par eu já sei quem é
É um rapazinho chamado José
É um rapazinho chamado José.

Chamado José chamado João
Chamado José chamado João
É um rapazinho do meu coração
É um rapazinho do meu coração.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ó Rola

Refrão:
Ó rola ó rola onde vais fazer o ninho
No mais alto salgueiral
mesmo à  beira do caminho.
Ó rola ó rola onde vais fazer o ninho
No mais alto salgueiral
Mesmo à beira do caminho

Mesmo à beira do caminho
Mesmo à beira do caminho
Mesmo à beira do valado
Eu tirei o ninho à rola
De verdade andava tola
Estava todo escangalhado.

Refrão

Eu vi a rola no ar
Eu vi a rola no ar
Dei-lhe um tiro e matei-a
Já estava chumbada de outro
Já estava chumbada de outro
Não era minha deixei-a

Refrão

domingo, 20 de outubro de 2013

Quando Vou à Horta

Quando vou à horta
Quando vou e venho
Passo pela porta
Dum amor que eu tenho.

Refrão:
Agora já tenho já me não importa
Eu só me penteio quando vou à horta.

Quando vou à horta
Vou sempre a correr
Só  paro à porta
Pro meu amor me ver.

Refrão

Quando vou à horta
Buscar hortaliça
Vejo o meu amor
Cheio de preguiça.

Refrão

Quando vou à horta
Passo pela rua
E digo baixinho
Meu amor sou tua.

Refrão:
Agora já tenho já me não importa
Eu só me penteio quando vou à horta.


Ó Margarida Moleira

Ó Margarida Moleira
Dá-me da tua farinha
Ai ai ai que a quero peneirar
Ai ai ai pela nova peneirinha.

Ó Margarida Moleira
Que é da outra Margarida
Ai ai ai ficou na cama deitada
Ai ai ai a chorar de arrependida.

A chorar de arrependida
A chorar de aflição
Ai ai ai ó Margarida Moleira
Ai ai ai amor do meu coração.

Amor do meu coração
Quanto tenho já é teu
Ai ai ai só a minha alma não
Ai ai ai quero dá-la a quem ma deu.


sábado, 19 de outubro de 2013

A Moleirinha

Pela estrada plana toc, toc, toc.
Guia o jumentinho uma velhinha errante.
Como vão ligeiros ambos a reboque,
Antes que anoiteça toc, toc, toc.
A velhinha atrás e o jumentinho adiante.

Vai sem cabeçada, em liberdade franca,
O jerico russo duma linda côr.
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca
Tange-o toc toc a moleirinha branca
Com um galho verde duma giesta em flor.

Toc toc velha vai para o moinho
Tem oitenta anos bem bonito rol
E contudo alegre como um passarinho
Toc toc fresca como branco linho
De manhã nas relvas a corar ao sol.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Sorte Só Favorece

Quando nasce uma pessoa
Traz o destino marcado
Ou a sorte o abençoa
Ou o atenta o vil pecado.
Mas ainda há quem não queira
Crer em Deus para lhe dar sorte
Antes preferir a morte
Que andar sem eira nem beira

Refrão:
A sorte só favorece a quem
Na vida uma boa estrela tem
Mas com fé até parece
Que a vida nos fica mais bela também.

Ninguém foge ao seu destino
A sorte não cai do Céu
Já se traz de pequenino
A sina que Deus nos deu
Mas não vá perder a calma
Que a ter fé ninguém obriga
Basta só ter fé na alma
Duma pobre rapariga.

 Refrão

Ceifeira de Olhos Azuis

Ceifeira de olhos azuis
Com teu saiote encarnado
Maria confesso tenho pena
De não ser teu namorado,
Maria confesso tenho pena
De não ser teu namorado.


De não seres meu namorado
Não digas isso ó João.
Arranja outra cachopa
Eu já dei meu coração,
Arranja outra cachopa
Eu já dei meu coração.


Já deste o teu coração
Valha-me Deus quem mo disse.
Sinto uma coisa cá dentro
Gosto de ti já to disse
Sinto uma coisa cá dentro
Gosto de ti já to disse.


Já que tu gostas de mim
Toma lá a minha mão
Vamos os dois à Igreja
Fazer a nossa união
Vamos os dois à Igreja
Fazer a nossa união.



Cachopa

Gosto de viver na serra cachopa
Entre o tojo e a carqueja
Cachopa cachopa ó linda cachopa.


E de bailar ao domingo cachopa
No adro da nossa Igreja
Cachopa cachopa ó linda cachopa


Tudo seca lá nos campos cachopa
Lá na pina do Verão
Cachopa cachopa ó linda cachopa.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Moda da Carranquinha

Esta moda da carranquinha
É uma moda assim ao lado
Deitar os joelhos em terra  (bis)
Toda agente fica admirada (.bis)

Ó Matilde sacode a saia
Ó Matilde levanta o braço
Ó Matilde dá-me um beijinho (bis)
Ó Matilde dá-me um abraço.(bis)

Um abraço não tem graça,
Um beijo que graça tem
Beijinhos a quem namora (bis)
Abraços a quem quer bem.(bis)

Quem quer bem dorme na rua
À porta do seu amor.
Do luar faz travesseira (bis)
Das estrelas cobertor (bis)