terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Banhar-nos à praia

Banhar-nos à praia fomos tu e eu,
Mas que grande bronca nos aconteceu,
A minha camisa ,o vestido teu
Quando à noitinha nada apareceu.

Muito envergonhados saímos dali
Eu em tronco nu, tu em piqueni,
Não tinha dinheiro carro também não
Viemos a pé fizemos serão.

Refrão:

Como é que eu hei-de como é que eu hei-de)bis
Como é que eu hei-de me ir embora,
Com as perninhas todas à mostra
Os marmelinhos quase de fora

Muito envergonhados saímos dali
Eu em tronco nu tu em piqueni
Não tinha dinheiro carro também não
Viemos a pé  fizemos serão.

REFRÃO 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ai Se Os Meus Olhos Falassem

Quanto mais quero esquecê-la vejam lá
Tanto mais me lembro dela por meu mal
Eu não sei viver sem ela passo lá rente à janela
Sem dela ver um sinal.

Se a encontro por acaso como é bom
Mas passamos adiante sem olhar,
Por orgulho quando passo,
Eu até apresso o passo
Mas depois volto a passar.

Refrão:
Ai se os meus olhos falassem contavam
Quantas saudades eu tenho de ti.
Ando morto por te ver vejo-te só a correr
Pra não ver que te perdi.
Ai se os meus olhos falassem amor
Sabias quem te quer bem.
Ai se os meus olhos falassem
Talvez a ti te contassem
Oque não conto a ninguém.


Agora mudou de rua, vejam lá
Tem uma casa mais alta que estadão.
Agora nem parece ela a rapariga singela
Que eu via no rés do chão.

Mudou tanto tanto  tanto podem crer
Como o dia para a noite tal e qual
Agora tudo o que resta, dessa rapariga honesta
É esse amor sem igual.

Refrão

sábado, 7 de dezembro de 2013

Coimbra é uma Lição

Refrão:
Coimbra é uma Lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a Lua a faculdade.

O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade.


Coimbra do choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal ,ainda.

Coimbra onde uma vez
Com lágrimas te fez
A história dessa Inês tão linda.

Refrão

Coimbra das canções
Tão meiga que nos pões
Os nossos corações a nu.

Coimbra dos doutores
Pra nós os teus cantores
A fonte dos amores és tu.

Refrão:
Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a lua a faculdade.

O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Os Meninos à Volta da Fogueira

Com fios Feitos de lágrimas passadas 
Os Meninos do Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no Céu descobrem estrelas de magia.

Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no Céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras.

Refrão:
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.


Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar.

Dividem a chuva miudinha com o milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao Céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar.

Refrão:
Os Meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber quanto custou a liberdade.


Palavras sempre novas sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo.

Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo.

Refrão:
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Amora Negra

Refrão:
Minha amora negra, minha flor silvestre
Toda a gente soube que um beijo me deste.
Um beijo é desejo a ninguém se nega
Minha flor silvestre minha amora negra.

Eu vi-te demanhãnzinha
Pela tarde te falei.
O que dissemos à noite
O que dissemos à noite
A ninguém o contarei.

Refrão

Peço a Deus que me leve
Para longe esta afeição.
Tudo nasce e tudo morre
Tudo nasce e tudo morre
Só este amor é que não.

Refrão


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

São os Caracóis

As janelas avarandadas
Mora aqui algum doutor
Ai eu venho me aconselhar
Ai ande logo, ó meu amor.

São  caracóis são caracolitos
São os espanhóis são os espanholitos.
São os espanholitos são os espanhóis
São caracolitos são os caracóis

São caracóis são caracolitos
São os espanhóis são os espanholitos
São os espanholitos são os espanhóis
São caracolitos são os caracóis.

Ai um dia fui a Espanha
Ai um dia fui a Espanha
Comi lá com os espanhóis
Comi lá com os espanhóis.

Cozido assado no espeto
Cozido assado no espeto
No molho dos caracóis
No molho dos caracóis.

São caracóis são caracolitos
São os espanhóis são os espanholitos.
São os espanholitos são os espanhóis
São caracolitos são os caracóis

São  caracóis são caracolitos
São os espanhóis são os espanhlitos
São os espanholitos são os espanhóis
São caracolitos são os caracóis


Ó Tempo Volta Pra Trás

A Severa foi-se embora
O tempo pra mim parou,
O passado foi com ela
Para mim não mais voltou
A vida pra mim são dias
A vida pra mim são dias
Os dias pra mim são anos
Recordação é saudade
Recordação é saudade
Saudade são desenganos

Refrão:
Ó tempo volta pra trás
Traz-me tudo o que eu perdi,
Tem pena e dá-me a vida
A vida que já vivi.
Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãns
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.


Porque será que o passado
E os amores são tão iguais
Porque será que o amor
Quando vai não volta mais
Mas para mim a Severa
Mas para mim a Severa
Tem o eco dos meus passos
Eu tenho a saudade á espera
Eu tenho a saudade à espera
Que ela volte prós meus braços.

Refrão