terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Ramalhinho

Eu dancei o ramalhinho
Eu dancei-o está dançado
Anda cá meu amorzinho
Anda cá meu namorado.

Trá lará lá lá rá lá lá
Trá lá rá lá lá rá lá lá.
Trá lá rá lá lá rá lá lá
Trá lá rá lá lá rá lá lá

Nossa Senhora da Guia
Tem o menino na mão.
Com o cabelinho atado
Com uma fita de tostão

Trá lá rá lá lá rá lá lá
Trá lá rá lá lá rá lá lá
Trá lá rá lá lá rá lá lá
Trá lá rá lá lá rá lá

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Desgarrada do Zé Gil

Pastora. Adeus Zé Gil. Onde vais com o teu cantil?
Pastor. E tu Maria da Graça. Onde vais co a tua cabaça?
Ela. Eu? Pra serra guardar o meu rebanho. E tu?
Ele. Eu também.
Ela. Ouve. Antes de irmos queres cantar uma cantiga?
Ele. Porque não? Vamos a ela.

Pastora canta:
Ao moinho do abadio.
Tu partiste uma vela.
E partiste-lhe a cabeça.
Quando ela estava à janela.

Pastor canta:
Estava atirar ao meu gado
Foi nessa maldita hora.
Pra que estava ela à janela,
Com a cabeça de fora.

Os dois dançando:
Barqueiro não paga a barqueiro,
Escuta Zé Gil tu serás um trocha.
Vai-lhe partir outro chifre,
E ficas depois com uma cabra mocha.

Pastora:
À perna da minha ovelha.
Tu com uma pedra atiraste,
E disseste à minha mãe
Que não foste tu que a quebraste.

Pastor:
E tu partiste um chifre
À minha cabra e fugiste.
E disseste ao meu patrão
Que não foste tu que o partiste.

Os dois dançando:
Barqueiro…

Pastora:
E tu domingo à tarde.
Ali naquele baldio,
Deixaste ir as ovelhas.
Para o couval do meu tio.

Pastor:
E tu lá em baixo na horta.
Digo-te isto não é por mal.
Andavas na brincadeira
E as ovelhas no couval.

Os dois dançando
Barqueiro...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mãe ó Mãe

Eu rezo todos os dias
À Nossa Virgem querida,
Que proteja a minha mãe
Em toda a sua vida.

Refrão:
Mãe ó mãe p`ra mim tens todo valor
Como é que eu hei-de viver,
Ó mãe sem o teu amor.

A minha querida mãe
 Nunca hei-de desprezar,
Que passou tantos momentos,
Coitadinha  me a beijar.

Refrão

O amor de uma mãe
Nunca se deve perder,
Que tira da sua boca
Para o seu filho comer.

Refrão

Se vê seu filho doente
Aquela mãe tão querida,
Gasta tudo quanto tem
Só para lhe dar a vida.

Refrão

Dá-me tantas saudades
Por ele sinto uma dor,
Por aquele que não tem mãe
Não sabe o que é amor.

Refrão

Hoje eu também já sou mãe
Já sei o que é a vida,
Agora sei dar valor
À minha mãe tão querida.

Refrão

Ó minha querida mãe
Nunca te hei-de deixar,
Ainda que muito custe
Não te posso abandonar.

Refrão

Eu digo sempre aos filhos
Não deixeis a mãe querida,
Que por fraca que ela seja
Ela é sempre nossa amiga.

Refrão:
Mãe ó mãe p`ra mim tens todo o valor,
Como é que eu hei-de viver
Ó mãe sem o teu amor

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A Pomba

Ai a pomba, caiu  ao mar,
Ai a pomba ao mar caiu.
Nos braços do meu amor
Apanhei a pomba ela me fugiu.

Ai agora é tempo das rosas´,
Ai rapaz emprega-te bem.
Arranja amores ao teu gosto
Ó ai a riqueza do Céu vem.

Ai raparigas cantai todas,
Ai rapazes cantai com elas.
O cantar é delas todas
Ó ai o amar é duma delas.

Ai a pomba caiu ao mar
Ai a pomba ao mar caiu.
Nos braços do meu amor
Agarrei a pomba ela me fugiu. 


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cantigas a São João

Ó meu Santo São João,
Ai ó meu santo pequenino.
Ai hás-de ser o meu compadre
Ai do meu primeiro menino.
Ai hás-de ser o meu compadre
Ai do meu primeiro menino.

Refrão:
Passou  passou  passou
Passou mesmo agora,
Passou à bocadinho
Ainda não há meia hora.
Passou passou passou
Eu bem o vi passar
Passou à bocadinho
Estava eu a namorar.

São João por ver as moças
Ai fez uma fonte de prata.
Ai as moças não vão lá à água
Ai São João todo se mata.
Ai as moças não vão lá à água
Ai São João todo se mata.

Refrão

São João adormeceu
Ai à beirinha do navio
Ai acordai o São João
Ai não vá ele cair ao rio.
Ai acordai o São João
Ai não vá ele cair ao rio.

Refrão

Eu hei-de ir ao São João
Ai ao São João da carreira,
Ai ou a pé ou a cavalo
Ai ou na barca da ribeira.
Ai ou a pé ou a cavalo
 Ai ou na barca da ribeira.

Refrão

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Uma Casa Portuguesa

Numa casa portuguesa fica bem,
pão e vinho sobre a mesa.
E se à porta humildemente bate alguém,
Senta-se à mesa com a gente.
Fica bem esta franqueza fica bem,
O povo nunca desmente.
A alegria da pobreza
Está nesta grande riqueza
De dar e ficar contente

Refrão:
Quatro paredes caiadas,
Um cheirinho a alecrim.
Um cacho de uvas doiradas
Duas rosas num jardim.
Um São José de azulejo,
Mais o sol da Primavera.
Uma promessa de beijos,
Dois braços à minha espera.
É uma casa portuguesa com certeza,
É com certeza uma casa portuguesa.

Refrão

No conforto pobrezinho do meu lar
Há fartura de carinho.
E a cortina da janela é o luar
Mais o sol que bate nela.
Basta pouco poucochinho pra alegrar
Uma existência singela:
Mas só o amor pão e vinho
E um caldo verde verdinho
A fumegar na tigela.

Refrão

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Autocarro do Amor

 Num belo autocarro um dia entrei
E eu nele tudo estranhei
Dois empregados bem gentis
Como nunca teve a carris
Que carro é este perguntei
Pois que nunca assim eu viajei

Refrão:

É o autocarrto do amor» bis
Logo respondeu o revisor» bis


Só entravam nele passageiros
Jovens bem bonitos e solteiros
Logo a seguir noutra paragem
Entrou uma moça na viagem
Olhando pra todos perguntou
Que carro é este em que vou.

Refrão:


Eu por ela então me apaixonei
E o meu amor lhe declarei
Quando a viagem terminou
E ela comigo se casou
Era o autocarro mais feliz
De quantos havia na carris.


Refrão:

É o autocarro do amor
Logo respondeu o revisor
É o autocarro do amor
Logo respondeu o revisor.